entre a lua e as estrelas

está na luz que vem do luar
na leve brisa ao entardecer
da simplicidade de um olhar
ao medo de perder

deslocados nessa imensidão
buscando um significado para trazer
a luz que falta nessa escuridão

poucos irão compreender
o seu modo de ser
se o simples lhe encantar
em outras frequências iremos vibrar

no céu estrelado se esconde
sua forma de viver
seu desejo de crescer

na dança de duas estrelas
um universo se criou
do passado que se foi
ao futuro que transformou

o destino não faz sentido
para quem resolveu apreciar
o caminho em um mundo desconhecido

Francisco Ribeiro de Oliveira

Atuar

por-do-sol

Vou andando por onde queira me levar
Das tormentas à tranquilidade
De um sonho à realidade
Por um mundo a desvendar

És a energia que nos move
O laço que nos envolve
A luz que brilha na escuridão
A sombra que transforma o dia

A mente que cria e destrói
A mente que une e separa
A mente que foge e enfrenta
A mente que nos guia e ilude

Distraídos no que pensamos ser
Distraídos pelo medo de errar
Até um dia me convencer
Que a vida é feita para atuar

Não sou a forma que se faz
Sou o ser em uma forma
Do contrário o ego se satisfaz
Separando-nos pela ilusão que se transforma

Procurando fora o que existe apenas dentro
Nos perdemos entre futuro e passado
Esquecendo o presente que nos foi dado

Que a nossa mente nos leve a acertar
Que a nossa mente nos leve a errar
Que a nossa mente nos leve a atuar

Francisco Ribeiro de Oliveira

Azul e Branco

azul e branco

 

Um quadro azul e branco
Onde um olhar
Reflete o que deixei de sonhar

 

Um quadro branco e azul
Faz-me entender
Enxergamos o que queremos ver

 

Nas pequenas batalhas se escondem
As nuvens de nossa solidão
Para em azul e branco brilhar
A quem queira nos enxergar

 

Com a plateia não vou me preocupar
Se pequenas batalhas eu vencer
O espetáculo ao entardecer
De branco e azul eu vou pintar

 

Francisco Ribeiro de Oliveira