Infinitas realidades

por-do-sol

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”
– William Blake

Uma pequena reflexão…

Infinito, o que não tem limites, não tem início e nem fim. Palavra simples que representa todas as dimensões de nossa vida e do universo como o conhecemos, e que por muitas vezes esquecemos ou fazemos o favor de deixa-la de lado. Em seu sentido mais superficial pode não fazer sentido, principalmente quando estamos confortáveis olhando apenas um lado da moeda, e esquecemos todas as outras dimensões possíveis que fazem o jogo acontecer.

Somos teimosos e preguiçosos, insistimos em aceitar o mundo como bem entendemos, deixamos as nossas emoções e nossos sentimentos mais primitivos e superficiais tomarem conta do jogo. Abandonamos os nossos sonhos nos primeiros tropeços, olhamos pela janela buscando fora o que só iremos encontrar dentro. Ficamos na superfície de um oceano repleto de maravilhas, com medo de mergulhar nos contentamos em ver pelos olhos de quem arriscou, pelos olhos de quem não ficou esperando a vida ensinar, pelos olhos de quem ousou sonhar que em águas profundas é possível chegar.

Encontrar quem você é em meio à tanto vazio é difícil, exige esforço e dedicação, você vai trabalhar no escuro, sofrer longe dos holofotes, vai encontrar mundos que jamais imaginou existir, vai sorrir e vai chorar, vai do céu ao inferno, porque o infinito é assim, porque os oceanos são assim, guardam todas as possibilidades para aqueles que resolveram mergulhar. Sua fé, sua determinação e suas atitudes serão o seu guia, onde um olhar atento pode indicar os atalhos, pois o infinito deixa seus rastros, um olhar atento vai mostrar que as suas crenças podem estar lhe prendendo numa realidade distorcida, numa realidade que está te distanciando de todo o seu potencial, onde um olhar atento vai mostrar que as dores de antes ainda nos trazem sofrimento, mas já não incomodam como antes, pois dentre tantas as alternativas aprendemos que a dor é necessária.

Nós temos tudo o que precisamos para criar a nossa realidade, para enfrentar o mundo como ele é, para deixar as desculpas de lado e se desafiar, para buscar conhecer quem você é, pois viver é uma eterna batalha, é uma eterna briga, não entre você e os outros, mas sim entre você e quem você poderia ser.

Qual a sua realidade?

Esse pequeno texto veio como inspiração do vídeo abaixo e do livro Rápido e Devagar, onde os dois mostram o quanto nosso cérebro e nossos sentidos ousam nos enganar se não formos criteriosos e disciplinados com nossas emoções, pensamentos e sentimentos. Assim como no filme Divertida Mente, temos pequenos agentes pontos para explodir fazendo o que sabem de melhor, ser alegre, triste, raivoso, medroso ou averso, cabe a nós compreende-los, saber qual é o jogo de cada um, e não reprimi-los, pois mesmo em tempos de supervalorização da alegria, a tristeza tem seu papel fundamental.

YouTube | What reality are you creating for yourself? – Isaac Lidsky

Francisco Ribeiro de Oliveira

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